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sábado, 1 de outubro de 2011

Aos poucos vai faltando o ar. Do nada a pele vai corando. Um nó surge repentinamente na garganta. É uma sensação sufocante. Os olhos iniciam um processo de ardência. Um calafrio, rápido e ligeiro, leva apenas um segundo para tomar o corpo.


A cabeça parece que vai explodir. Por fim, as pupilas se dilatam. Não é nada de mais. Não é a morte vindo buscar. São apenas lágrimas querendo escorrer. Apenas um choro querendo aliviar o eu. Apenas uma forma de deixar rolar todos esses “negócios” que existem dentro da gente

Talvez algum dia desses você se pegue lembrando de alguns momentos felizes que não irão se repetir. Talvez você se pegue pensando naquela pessoa que já não faz mais parte da tua vida. Talvez tu se lembre de alguém que já não se lembra de você.


 Talvez você se pegue pensando naquela boca que você não pode mais beijar e naquelas mãos que você não pode mais tocar. Talvez um dia você se pegue perguntando “qual era mesmo a cor daqueles olhos?”. Só que já não importa se eles eram verdes, azuis, castanhos ou pretos. Porque aqueles olhos tão lindos, já não te olham mais.

Um medo?



Crescer. 
Por que?
Por que os adultos sempre tem o coração partido, e eu não quero ter o meu coração partido e muito menos partir o coração de alguém. Isso deve doer muito. 
Carla , 7 anos